Porque é que é importante falar de educação sexual e contracepção?

Posted on 12/03/2010 by UNITED PHOTO PRESS

Ser pai, mãe ou um educador em contexto familiar e abordar as questões ligadas à sexualidade com os filhos não é tarefa fácil. No entanto torna-se indispensável ao desenvolvimento responsável e informado destes jovens consoante a fase etária das suas vidas.

A sexualidade é um assunto que está na ordem do dia e as crianças e os adolescentes estão desde cedo expostos a esta temática, através da televisão, publicidade, filmes, revistas e amigos. Como tal, as dúvidas e questões da sexualidade aparecem no dia-a-dia das famílias.

Os educadores, nomeadamente os pais, devem ser influências positivas no comportamento sexual adoptado pelos jovens. Ser pai, mãe ou um educador em contexto familiar e abordar as questões ligadas à sexualidade com os filhos não é tarefa fácil. No entanto torna-se indispensável ao desenvolvimento responsável e informado destes jovens consoante a fase etária das suas vidas.

As famílias são todas diferentes e cada família terá a sua forma de comunicar sobre este tema. Existem várias formas e nenhuma é melhor que outra, desde que exista diálogo e respeito pelo outro.

A educação sexual deve começar na pré-adolescência, ou seja, antes dos 10 anos, porque está comprovado que não aumenta o risco de actividade sexual mais cedo e diminui os comportamentos de risco. Os pais devem abordar estes assuntos desde essa altura, sem receio que possam ferir ou que possa encorajar a actividade sexual dos seus filhos porque, de facto, as crianças e os adolescentes tomam melhores decisões quando têm toda a informação que precisam e se sentem confortáveis a conversar e por dúvidas.

Devemos colocar questões abertas e ouvir as dúvidas, passar mensagens simples, fáceis de compreender e com a informação essencial. Não é sempre preciso uma grande conversa. Ouça as questões e assegure-se que está a responder às perguntas, em vez de falar em termos gerais. E, no final, esclareça que podem sempre fazer mais perguntas.

Ajudar os seus filhos a sentirem-se bem com a sexualidade desde o início é orientá-los na sua educação, saúde e responsabilidade. Não tire conclusões precipitadas: uma pergunta sobre sexo não significa necessariamente que os seus filhos estão a ter actividade sexual. Mostre que está sempre do lado dos seus filhos. As crianças têm de ser capazes de confiar que os seus pais ou educadores sejam razoáveis, independentemente do tipo de problemas ou preocupações que eles lhes tragam.

Existe, no entanto, informação adaptada às diferentes idades. Por exemplo, a uma criança de cinco anos podemos ensinar correctamente os nomes das partes do seu corpo, incluindo os seus órgãos genitais e até as diferenças entre o corpo do homem e da mulher.

Antes da adolescência, devemos explicar as alterações pubertárias femininas e masculinas e o ciclo menstrual às raparigas, informar acerca dos métodos contraceptivos e do início da actividade sexual.

Enquanto educador de uma criança ou adolescente, não tem que fazer tudo sozinho e, por vezes, é complicado falar sobre valores e sexualidade. Existem muitos livros e brochuras disponíveis que o podem ajudar dar respostas a estas perguntas e encontrar formas de abordar estes assuntos quando não se sente tão confortável. Lembre-se que não tem que ser um momento exacto nem solene para acontecer. Pode acontecer em frente à televisão, num passeio, enquanto arruma a cozinha com os filhos... No fundo, é um processo contínuo e se o abordar com naturalidade, proximidade, amor e alegria será mais fácil discutir e trocar ideias.

De seguida listam-se alguns recursos úteis, que o podem esclarecer e ajudar nesta temática:

Sites

http://www.apf.pt- Portal da Saúde Sexual e Reprodutiva, com áreas dedicadas à sexualidade e dirigidas para jovens e educadores.

http://juventude.gov.pt/IPJ/ - Portal do Instituto Português da Juventude, com informação sobre sexualidade e educação sexual, onde pode colocar as suas questões a especialistas.

http://www.tu-alinhas.pt - Portal do Instituto da Droga e Toxicodependência do Ministério da Saúde, onde se abordam as drogas, toxicodependência e educação para a saúde.

Linhas telefónicas

Sexualidade em Linha
808 222 003. Dias úteis das 10h00 às 19h00 e sábados das 10h00 às 17h00. Informação, apoio, esclarecimento, orientação e encaminhamento na área da Saúde Sexual e Reprodutiva e temáticas associadas. É um serviço anónimo e confidencial, com o custo de chamada local.

Linha Opções
707 2002 49. Dias úteis das 12h00 às 20h00. Linha de informação, aconselhamento e ajuda sobre gravidez não desejada. É um serviço anónimo e confidencial.

Linha SOS Grávida
808 201 139. Dias úteis das 10h00 às 18h00. Informação e apoio a grávidas.

Linha Verde de Medicamentos e Gravidez
800 20 28 44. Das 9h00 às 13h30 e das 14h30 às 17h00. Disponibilização e divulgação de informação fidedigna quanto às questões específicas da utilização de medicamentos e meios de diagnóstico, em função da gravidez e aleitamento.

Linha Sida
800 26 66 66 - mailto:cnsida@sida.acs.min-saude.pt De segunda-feira a sábado das 14h00 às 20h00. Informação, encaminhamento e apoio na área da SIDA. É um serviço anónimo, confidencial e gratuito.

800 20 10 40. Dias úteis das 17h30 às 21h30. Informação, encaminhamento e apoio na área da SIDA.

Linha Vida
1414 - linha.vida@idt.min-saude.pt. Dias úteis das 10h00 às 20h00. Informação, encaminhamento e apoio na área das drogas e da toxicodependência. É um serviço anónimo, confidencial e gratuito.

Ana Afonso, com a colaboração de Carla Moreira, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos, Braga