Homens querem mulheres com "conteúdo" para firmarem compromisso, diz terapeuta
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Compromisso entre homem e mulher surge depois que ambos percebem que possuem afinidades para ficarem juntos.
Ao contrário do que muita gente pensa, não são...
Primeiro sex shop ecológico da Alemanha tem produtos politicamente corretos
Posted on 1/17/2012 by UNITED PHOTO PRESS MAGAZINE
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| A maior parte do público do sex shop são mulheres |
Será que o uso de couro nas práticas sadomasoquistas é compatível com o respeito aos direitos dos animais? Agora sim, depois da abertura do primeiro sex shop ecológico da Alemanha, onde chicotes, algemas e consolos são politicamente corretos.
Na loja alternativa de sexo, chamada Other Nature, pode-se encontrar almofadas, preservativos e vibradores ecológicos, além de peças eróticas feitas de "couro vegano" - uma imitação da pele animal fabricada a partir de câmaras de bicicleta. "A princípio, o objetivo da loja era facilitar a prática do sexo exclusivamente através de produtos ecológicos, e depois decidimos fazer um sex shop puramente vegano", explica à Agência Efe a sócia do negócio, Anne Bonnie Schindler.
Segundo Anne, o veganismo - uma ideologia que rejeita o consumo de produtos de origem animal -, a ecologia, o desenvolvimento sustentável, o consumo responsável, o feminismo e a curiosidade de explorar todos os cantos da sexualidade não são ideias independentes e estanques. "Não vejo nenhuma diferença entre elas. De forma alguma, são todas iguais", assinala.
A jovem afirma, além disso, que a loja tem um caráter "feminista" e é "orientada para as mulheres, embora aberta aos homens", já que os brinquedos eróticos que oferece "podem ser utilizados por quem quiser e da forma que mais agradar".
Anne também reconhece que o público alvo são as mulheres jovens e homossexuais, mas assegura que na loja entram clientes "de todas as classes sociais e de todas as opções sexuais". "Aqui vem gente de todo tipo. Desde um casal de lésbicas de 18 anos que veio comprar seu primeiro brinquedo a uma mulher de cerca de 60 anos que se sentia sozinha e buscava algo novo", explica.
Os artigos mais procurados são as almofadas de silicone para a menstruação e diferentes exemplares de sua ampla e colorida seleção de vibradores. Mas o que talvez chame mais atenção seja o aspecto do lugar, "com cara de quarto de dormir", segundo descreve a proprietária, que assegura ter estudado durante muito tempo para desenhá-lo. "Queria acabar com o tabu (que rodeia estes estabelecimentos), convidar as pessoas para falar. Queria um lugar aberto e luminoso para que as pessoas se sentissem em casa", assinala.
Trata-se de um espaço formado por duas salas bem iluminadas, com amplas janelas, sofás e decorações que o fazem parecer mais com as cafeterias da cena alternativa de Kreuzberg, bairro onde fica a loja.
O projeto, no qual Anne e sua colega canadense Sara Rodenhizer trabalharam durante mais de dois anos e meio, abriu definitivamente as portas em outubro do ano passado. Além dos artigos "clássicos", o sex shop também oferece uma seleção de livros e índices que tratam de diversos aspectos sobre o sexo e a sexualidade, e deve incorporar em breve uma seção de aluguel de vídeos pornográficos destinados a mulheres.
A iniciativa deve realizar nos próximos meses cursos de divulgação sobre o sadomasoquismo, o uso de brinquedos eróticos e o ponto G.
